Caixa vai suspender cobrança de moradores de prédios no Jardim Romano

03/02/10 – 11h01 – Atualizado em 03/02/10 – 12h48

Medida foi adotada após decreto de calamidade pública na área.
Região em SP sofre com alagamentos desde o início de dezembro.

Luísa Brito Do G1, em São Paulo

Foto: Paulo Toledo Piza/G1

Prédios do conjunto habitacional Terras Paulistas atingidos por constantes alagamentos (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Com a decretação de calamidade pública na região do distrito de Jardim Helena, área alagada que engloba 12 bairros na Zona Leste de São Paulo entre eles o Jardim Romano, a Caixa Econômica Federal vai suspender a cobrança da taxa paga pelos moradores do conjunto habitacional Terras Paulistas, que fica na Rua Capachós, uma das mais atingidas do Jardim Romano. O local convive com alagamentos desde o dia 8 de dezembro. 

Segundo a assessoria de imprensa da Caixa informou, nesta quarta-feira (3) ao G1, a suspensão da cobrança ocorre de forma imediata com a publicação do decreto . O Terras Paulistas possui 620 apartamentos distribuídos em 31 prédios. De acordo com a Caixa, os moradores pagam, em média, R$ 297 de taxa de arrendamento pelo imóvel.

O conjunto foi financiado com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) do governo federal e os moradores pagam uma taxa para a Caixa durante 15 anos até receberem a propriedade do imóvel. Atingidos pelas enchentes e com dificuldades de deixar seus apartamentos porque o condomínio ficou ilhado, as pessoas que vivem no local reclamaram de ter de continuar pagando a taxa pelo imóvel.

Agora com o decreto de calamidade, a taxa será suspensa durante 90 dias, período de vigência do decreto. Isso vale para as pessoas que continuam morando no conjunto ou se mudaram para outros imóveis. Quem aceitou a proposta da Caixa e passou a morar em outro local financiado pelo FAR, deve continuar pagando a taxa. Segundo o banco, 47 famílias que moram nos andares térreos aceitaram a oferta e já foram removidas.

O decreto de calamidade determina que, na área atingida, sejam realizadas obras, contratação de serviços e compras necessárias em caráter emergencial.

Área de várzea

Em dezembro, quando começaram os problemas no local, a Prefeitura anunciou que removeria pelo menos mil famílias que moram em áreas de várzea do Rio Tietê no Jardim Romano porque esses locais correm risco de alagamento por causa dos períodos de cheia do rio.

Em toda a região alagada, a Prefeitura disse que deve retirar entre 3.500 e 7 mil famílias. A maior parte das famílias que serão retiradas mora em áreas de várzeas no Jardim Romano, Jardim Helena, Chácara Três Meninas e Jardim São Martinho. De acordo com o subprefeito de São Miguel, Milton Persoli, a área de várzea é variável, mas, em alguns pontos, fica a até 500 metros do leito do rio.

Após a retirada dessas pessoas, as casas serão destruídas e será feito na área o Parque Várzeas do Tietê, que visa proteger as várzeas do rio. Além de uma área verde, o parque contará também com equipamentos de lazer e cultura, segundo anunciou o governo do estado, responsável pela construção do parque.

Advertisements

Etiquetas:

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: